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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

artigo PucViva: Robin Hood às avessas?

http://www.apropucsp.org.br/apropuc/index.php/fala-comunidade/3207-robin-hood-as-avessas

Robin Hood às avessas?

APROPUC-SP 22.10.10
Marco Roberto Soares Monteiro
Desde pequeno dei valor ao conhecimento e depois de tentar diversas vezes até ingressar numa universidade pública, acabei desistindo. Em 2002 eu retorno à PUC-SP após ter saído em 2000 por não ter condições financeiras para pagar as mensalidades elevadas, mas com bolsa de estudos.
Sempre pensei que a  PUC-SP era preocupada com a questão da inclusão social, até pelo fato de estar envolvida em projetos ligados à educação com objetivo de minimizar as disparidades sociais. Mas pelo visto eu errei profundamente na escolha, pois atualmente a universidade dá prioridade só para quem tem condição de pagar.
A filantropia ficou perdida no tempo, pois as portas da universidade só estão abertas para quem tem como pagar, portanto, se tornou mais excludente. Para justificar a sua filantropia, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo aderiu ao ProUni e, em último caso, quando o aluno arisca a sorte no Fies segundo um funcionário. No início deste mês eu recebi do Departamento de Contas a Receber uma carta que dizia o seguinte: "considerando a inadimplência apontada nos boletos vencidos emitimos um boleto da cobrança integral dos contratos de bolsa restituível com vencimento para o dia 15 de setembro de 2010".
"Cumpre lembrar que, conforme cláusulas contratuais, se os pagamentos não forem regularizados até o dia 14 de outubro de 2010, providenciaremos o envio dos valores devidos para cobrança judicial".
Alguns colegas da graduação acabaram desistindo por não terem condições financeiras para custear a graduação outros tentaram transferência e junto com eles foi a dívida acumulada. O mais engraçado é que a PUC-SP carrega o título de filantrópica. O primeiro ano de renovação da bolsa foi uma tortura, pois eu havia sido reprovado em duas disciplinas.
Quando a funcionária viu as reprovações fez o seguinte comentário: "como você pode ser reprovado em Geografia? É só ler?". É trágico que essa funcionária mal preparada ainda continue atendendo os alunos. Lamentável.
A minha ex-namorada fez História na PUC-SP e conseguiu bolsa de 30%, mas tinha condição de pagar a graduação. Tanto tinha condição que ganhou um carro zero de presente do pai, mas tudo bem, a bolsa serviu para o conforto individual de uma pessoa necessitada. Quando a questionei sobre o pedido de bolsa ela disse que estava pensando igual ao pessoal do expediente comunitário. Assim como a minha ex-namorada, tive colegas dentro do próprio curso que tinham 100% de bolsa doação e aproveitavam o dinheiro economizado para passar as férias na França, Alemanha. É justo?
A bolsa deveria ser para pessoas que têm vontade de estudar e não têm condições financeiras para pagar a PUC-SP. A Reitoria deveria acompanhar todo o processo até a bolsa ser concedida para não ocorrer esse tipo de situação constrangedora e desrespeitosa com os alunos que realmente precisam de bolsa de estudos. Todas as vezes que procurei a Reitoria por que estava insatisfeito com o descaso e o mau tratamento do setor de bolsas, ela retornava dizendo que cuidava desse assunto, porém se omitia da responsabilidade que também deveria ser supervisionada pela Reitoria.
Mesmo desempregado e passando por dificuldades financeiras tenho que quitar os 14.000 para a universidade distribuir bolsas aleatoriamente para as pessoas em melhor situação. Em resposta à carta cobrança enviada pela universidade, disse que quero pagar, mas estou desempregado inclusive pedi para aumentarem o prazo.
No dia  4 de outubro de 2010, um funcionário da universidade ligou para minha casa para avisar o recebimento e que ele não podia fazer nada. Em seguida, eu disse novamente que quero quitar a dívida, mas no momento não dá, e ele falou para eu voltar quando estivesse trabalhando. Portanto, se não quitar até o prazo estipulado será feita uma cobrança judicial.
É uma pena que os alunos da PUC-SP atualmente sejam tratados como mercadorias expostas numa loja de eletro domésticos, prontas para serem vendidas, e o ensino ficou em segundo plano, ou seja, a PUC-SP conhecida por muitos sobrevive apenas do nome e do passado.

Marco Roberto Soares Monteiro é ex-aluno do curso de Geografia

Bolsas - o retorno







As váaarias contas do demonstrativo financeiro




3 - análise detalhada dos demonstrativos financeiros

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

(do jornal PucViva) PUC-SP ameaça entrar na justiça contra ex-estudante

Rola na rampa (link)

PUC-SP ameaça entrar na justiça contra ex-estudante

APROPUC-SP 08.10.10
O PUCviva recebeu uma denúncia do ex-estudante da PUC-SP, Marco Roberto Soares Monteiro,que alega que a instituição tem ameaçado entrar na justiça para cobrar uma dívida contraída por ele, referente a bolsa restituível da época em que estudou na universidade. Essa modalidade de bolsa, que não é aberta desde 2008, prevê que a PUC-SP custeie parcial ou integralmente a mensalidade do bolsista, que após alguns anos de sua formatura quita o montante com a instituição. Marcos, no entanto, está desempregado e sem condições de pagar a alta quantia. O ex-estudante procurou por diversas vezes a universidade para expor sua situação, garantindo que assim que conseguir um emprego pretende pagar o que deve. Segundo Marcos, a Fundação São Paulo e a Reitoria permaneceram irredutíveis e já enviaram à sua casa várias notificações com ameaças de processos judiciais. Marcos escreveu uma carta ao jornal que será publicada em nossa próxima edição.

demonstrativos financeiros da Fundação São Paulo 2009

Quem quiser ver, deixei o demonstrativo financeiro da Puc-sp do final de 2009 no link https://sites.google.com/site/nassifudeu/contaspuc (lá é possível baixar ou visualizar com Google Reader)

(e falei videozinhos a respeito)



Na 1° página (após a capa) tem umas coisas que ajudam a entender as bolsas restituíveis.

Seguinte, tem o quadro de contas colorido na 1° coluna da 1° página, não tem? Tá lá: "Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa - PDD". No começo não tava entendendo, mas depois vi que é assim que chamam as bolsas restituíveis (um nome super-feio né? Parece que botaram esse nome pensando que não vão reaver o $$$!)

Após 2 gráficos na 2° coluna (ainda na 1° pág) tá assim: "Foram implementadas medidas para recebimento efetivo dos ativos relacionados às mensalidades e bolsas restituíveis concedidas no passado. Dentre as ações destaca-se o envio para cobrança judicial de créditos vencidos e não pagos à instituição. Tais ações, entre outros ajustes de ordem técnica, resultaram na adequação da Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa - PDD"

Voltem para o quadro e vejam os números do PDD: o que está entre parênteses é valor negativo.

          2005       2006       2007    2008   2009
PDD (47.661) |  (7.004) |  3.131 |  (942) | (2.945)

Ou seja, a partir de 2005 houve uma cobrança tão adoidada de dívidas que de 47 milhões negativos passou para positivo em 2007! (pelo menos é o que entendi)

E a cobrança judicial  (ao invés da própria Puc cobrar) é uma forma de  pressionar mesmo as pessoas para forçá-las a pagar podendo ou não podendo.

filme 2- Bolsas: 20%?!



Com cenas da audiência com a Consad, e análise das demonstrações financeiras da Fundação São Paulo 2009, fomos conferir se é verdade que a Puc-sp destina 20% para filantropia. Disse Dirceu que destina mais do que a obrigação (23%), contudo, se tirarmos o Prouni ficam 17%, e se contarmos só a bolsa doação, são apenas 2%!

(falha no audio do que a carol falou: ela cobrou que os 20% sejam bolsas doação concedidas pela Puc)

filme 1.5 pingo nos ís de Adam Smith

filme 1: educação, imbecilidade, Adam Smith

trailer crise puc-sp o filme

bolsistas restituíveis: apresentação da questão

Estamos tentando articular os Bolsistas Restituíveis, ou seja, aqueles que estudaram na Puc-sp fazendo o acordo de pagar os valores da mensalidade após formados.

Recentemente a Puc-sp começou a mandar as cobranças para justiça e muitas pessoas se viram em apuros pois correm o risco de terem seus nomes no SERASA. Algumas temem que esse fato (ficar com crédito sujo na praça) possa dificultar suas vidas (como emprego) e assim ficar ainda mais difícil de pagar a Puc-sp, mas a universidade vem se mostrando irredutível.

A Puc-sp quer que sejam pagas parcelas de aproximadamente R$ 600, sendo que a dívida total de muita gente é de uns R$ 30.000.


Ainda não sabemos o que faremos, mas vamos buscar as saídas possíveis, inclusive judiciais se preciso.


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